“Guarda-te para que não te esqueças do Senhor, teu Deus, não guardando os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos, que hoje te ordeno.” Deuteronômio 8.11
Não sei quanto a você (que me lê), mas quanto a mim, vivo me esquecendo de Deus.
As escrituras dizem que três coisas nos fazem esquecer: Os cuidados da vida, o desejo de ficar rico e as ambições em geral são coisas que sufocam o poder da Palavra em nós, e aos poucos vão minando o nosso amor por Deus e pela leitura da Sua Palavra.
“Esta é, pois, a parábola: a semente é a Palavra de Deus... E a (semente) que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram, e, indo por diante, são sufocados com os cuidados, e riquezas, e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição.” Lucas 8.11-14
É fácil medir tal “esquecimento”, bastam duas ou mais outras poucas perguntas como:
- Como anda a tua oração diária?
- Tem sido hábito?
- Tem sido um peso ou momentos preciosos de comunhão com Deus?
- Como anda a tua leitura bíblica diária?
- Tem sido constante?
- A leitura bíblica e a oração são alimento espiritual para o cristão.
- Estás morto de fome?
Etc...
“Não se eleve o teu coração, e te esqueças do Senhor, teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.” Deuteronômio 8.14
Na mesma medida em que vamos esquecendo do Senhor (da oração e da leitura bíblica), outro deus (nós mesmos) vai tomando conta da casa e dos interesses do nosso coração.
Vamos ficando autoconfiantes demais, presunçosos demais, até mesmo arrogantes.
Esquecemos de que quem nos tirou do Egito (O mundo, quando ainda estávamos mortos em delitos e pecados, entregues ao mundo e aos desejos carnais) foi Deus, o Senhor.
Esquecemos gradativamente que éramos servos do pecado, que cotidianamente nos dominava como hábito.
Esquecemos que a Páscoa do Senhor significa a celebração do fim da escravidão do pecado.
Mas o Senhor é misericordioso.
Estás com o coração elevado?
És amado do Senhor?
Logo, logo ele te levará a um deserto de dificuldades.
“Que no deserto te sustentou... ... Para te humilhar, e para te provar, e para, no teu fim, te fazer bem.” Deuteronômio 8.16
E lá tu aprenderás a duras penas, que o único sustentador não é a força do nosso diploma, os diversos cursos que fizemos, pós-graduação, MBA, mestrado ou o que mais fizermos, seja esforço, seja trabalho, seja estudo.
Lá tu aprenderás que o único sustentador, é Deus.
No deserto e nas dificuldades da vida, onde pensamos que não há saída (pois no deserto não há abundância de água nem diversidade de oportunidade), mesmo lá observamos quietos que o Senhor nos sustenta e não deixa faltar nada.
E porque Ele nos leva para o deserto?
A Palavra de Deus ensina que é para nos...
... HUMILHAR
... PROVAR
... E AO FINAL NOS FAZER BEM.
Lições terríveis estas.
O diabo travestido de religioso, dirá logo de cara:
- Que Deus é este que humilha filhos amados?
- Que Deus é este para quem os fins (o teu bem) justificam os meios (tua humilhação e provação)?
Não dê ouvidos ao Diabo.
Resista.
“... Resisti ao Diabo e ele fugirá de vós” Tiago 4.7
Passar pelo deserto já é um desespero por si só.
Imagina então ser humilhado e provado por Deus e sem murmurar e falar mal ou pensar mal Dele?
Difícil lição.
“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte.” 1 Pedro 5.6
Tenha sempre em mente, no deserto, que Deus tem um propósito benéfico para tudo isto que estamos passando, caso sejam coisas ruins e dificuldades mil.
Você nunca passou por um deserto?
Tua vida está às mil maravilhas?
Cuidado, observe sua vida, pondere seu relacionamento com Deus.
Ou você é o “cara”, ou você talvez nem seja filho amado...
O Pai sempre corrige aos filhos que ama.
Se você não recebe correção nenhuma, será mesmo que tu és filho amado?
Não sejas apenas criatura, pese sua vida e pondere como anda teu compromisso com Deus.
“... Pesado foste na balança e foste achado em falta.” Daniel 5.27
Quando estiveres sendo provado por Deus, não blasfeme contra Ele.
Aguente firme, confie que é para o teu bem.
Ao final do deserto saberás com maior maturidade espiritual que a tua força e o teu sustento não vem de ti mesmo, mas vem do Senhor.
“... mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança.” Romanos 5.3-4
Ele é o nosso sustentador.
“E não digas no teu coração: A minha força e a fortaleza de meu braço me adquiriram este poder. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, que Ele é o que te dá força...” Deuteronômio 8.17-18.
Em oração sempre peça para que o Senhor o livre do deserto, pois quando oramos, o fazemos pela perspectiva de homens. Quem sabe Ele não nos livra quando menos esperamos?
Todavia ao final da tua oração submeta-se à soberania de Deus e à Sua vontade, para o caso de Ele não te atender ou demorar em atender.
“Pai, todas as coisas te são possíveis, afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas seja feita a Tua vontade.” Marcos 14.36