“Orai sem cessar.” 1 Tessalonicenses 5.17
Certamente que quando você se concentra em alguma coisa, e portanto concentrado em trabalhar, ou ler, ou alguma outra coisa, por mais que eventualmente o teu pensamento se ligue em oração enquanto faz aquela atividade, certamente não significa que oras ininterruptamente.
Oras enquanto dormes? Sem parar?
A meu ver orar sem cessar quer dizer que devemos ter o hábito da oração e não que devemos orar longamente sem parar.
Por que devemos ter o hábito da oração?
Nos ajuda a vencer as tentações:
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mateus 26.41
É o momento em que colocamos nossas petições diante de Deus:
“Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós. “ 1 Pedro 5.7
A Bíblia ensina que devemos ter o hábito da oração:
“... orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos.” Efésios 6.18
Homens de Deus do passado tinham este hábito:
“Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa... ... e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.” Daniel 6.10
Jesus nosso Senhor era um homem que tinha o hábito de orar:
“E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava.” Marcos 1.35
Assim penso que o crente deve orar muito... três vezes ao dia antes das refeições, ao levantar, ao dormir, eventualmente de madrugada, quando pensa, etc... Mas jamais deve achar que é pelo muito falar é que será ouvido.
“... orando abundantemente dia e noite... ... supramos o que falta à vossa fé...” 1 Tessalonicenses 3.10
Quisera eu ter tanta intimidade assim com Deus para ficar espontaneamente em oração diante Dele por longos tempos sem sentir o tempo passar, mas até a oração é um aprendizado que Deus soberanamente opera em nós.
Portanto com reverência me aproximo Dele, e oro o tempo que for necessário, as palavras que me vierem, não uso a oração para chantagear o meu Deus, nem colocá-lo contra a parede, para que realize a minha vontade só porque eu quero.
O que importa não é a posição ao orar, o lugar onde orar, o tempo da oração.
O que importa é o hábito.
O que importa é um coração quebrantado e sincero diante de um Deus que mesmo sabendo o que pensamos, mesmo conhecendo nossa mente, Ele como pai e professor quer ouvir as nossas palavras (que Ele de antemão já sabe quais são) da nossa própria boca.
A oração portanto é um bálsamo para a alma aflita e desejosa de Deus.
A oração lava a alma e descansa o coração.
A oração é a ferramenta de combate ao stress do cristão.
Enfim, eu gosto mesmo é de dois tipos de oração:
- A em pensamento, onde eu vou pensando e falando com Deus o que me vem naturalmente a cabeça, E NINGUÉM FICA SABENDO QUE EU ESTOU ORANDO, assim posso orar enquanto ando, enquanto dirijo, enquanto lavo a louça, enquanto tomo banho, em todo o tempo quando possível, fico pensando e dividindo meu pensamento e minhas palavras da mente com Ele.
- A do quarto (ou isolado de todos não importando o lugar), onde fecha-se a porta, e fala-se com Deus secretamente, E NINGUÉM FICA SABENDO QUE EU ESTOU ORANDO.
Achar que porque oramos muito então Deus é obrigado a fazer o que pedimos, revela na realidade que não se crê no Deus soberano. Colocamos mais força na NOSSA oração do que no Deus que nos manda orar.
A oração centrada na soberania de Deus, pede o que quer, fala o que quer, mas finaliza com “todavia não seja feita a minha vontade mas a Tua”.
Esta oração é ouvida.
Parte da alma quebrantada de um pecador para com um Deus soberano.
Não parte de um homem autônomo para com um deus serviçal a disposição de realizar prontamente os deleites humanos.
“E esta é a confiança que temos para com Ele: que, se pedimos alguma coisa SEGUNDO A SUA VONTADE, Ele nos ouve.” 1 João 5.14
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
O Pai Nosso
“Não seja precipitado de lábios, nem apressado de coração para fazer promessas diante de Deus. Deus está nos céus, e você está na terra, por isso, fale pouco.” Eclesiastes 5.2
Fale pouco!
Certamente que Jesus não estava dizendo que devemos substituir as longas repetições pagãs por longas repetições do Pai Nosso.
A meu ver a oração do Pai Nosso é um modelo, não de palavras mas de princípios que devem nortear a correta oração.
Que princípios? Eu vejo estes:
- Adoração;
- Soberania;
- Dependência;
- Arrependimento;
- Socorro;
- Louvor.
ADORAÇÃO, porque reconhecemos que a nossa oração é dirigida a Deus Pai, criador dos céus e da terra, Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, nosso Deus. Que está muito acima de nós e cuja santidade é incomparável.
“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome...”
SOBERANIA, porque a nossa oração deve reconhecer e transparecer que quem manda não é o nosso arbítrio, reconhecemos então que Deus é soberano, que reina sobre tudo e todos, inclusive o arbítrio humano, cuja vontade será feita tanto na terra como no céu, como foi pensada e planejada em tempos eternos e na esperança do total cumprimento do seu plano eterno vamos vivendo por fé um dia de cada vez.
“... venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...”
DEPENDÊNCIA, porque na nossa oração nos apresentamos não como auto-suficientes, mas como dependendo dele para tudo, para o pão, o emprego, a moradia, a saúde, para as alegrias, para suportar as dificuldades, estamos por um fio de vida, e esta vida vem de Deus.
“... o pão nosso de cada dia nos dá hoje...”
ARREPENDIMENTO, porque constantemente estamos pecando, mesmo após o novo nascimento miseravelmente pecamos, não mais por hábito, mas por teimosia, desobediência, por darmos lugar ao diabo, por não resistirmos a tentação. Precisamos então pedir perdão pelos nossos pecados, pecados inconscientes, pecados “sem querer querendo”, pecados pensados, afinal só o Senhor perdoa pecados baseado no sacrifício de Jesus Cristo na cruz, e tudo isto na mesma medida que perdoamos os que falham contra nós.
“... e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores...”
SOCORRO, porque sabendo que ainda habitamos este mundo, e é um “mundão” cheio de tentações disfarçadas e agradáveis aos olhos, ao entendimento, agradáveis em tudo, mas que no fundo é o velho pecado, é o mal andando ao nosso derredor para fisgar. Conseguimos resisti-lo sozinhos? Não! Somente após nos voltarmos para Deus pelo novo nascimento, recebemos o Espírito Santo, e cremos por fé que ele nos deu autoridade para dizer não ao pecado. E assim fazemos e passamos a resistir ao pecado e somos livres do seu mal.
“... e não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal;
LOUVOR, porque não há outro Deus como o nosso, que nos escolheu imerecidamente, pecadores miseráveis. Louvor porque só ele se encarnou na pessoa de Jesus Cristo e morreu por nós, ressuscitou dos mortos, e depois foi visto, tocado, nos deu o Espírito Santo para o dia-a-dia. Louvor porque ele é o único que vive: vive em nós! Vive para o que crê e Dele se aproxima com fé. Para sempre.
“... porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” Mateus 6.9-13
Mas é claro... se de coração orarmos o Pai Nosso, não como oração mecanicamente decorada, mas realmente meditando no que se diz, não vejo nenhum problema, somente reflito que prefiro seguir os mesmos princípios da oração do Pai Nosso, mas na prática usar as palavras que me forem oportunas no momento.
Imitar princípios em lugar de repetir palavras.
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” Mateus 6.9-13
Fale pouco!
Certamente que Jesus não estava dizendo que devemos substituir as longas repetições pagãs por longas repetições do Pai Nosso.
A meu ver a oração do Pai Nosso é um modelo, não de palavras mas de princípios que devem nortear a correta oração.
Que princípios? Eu vejo estes:
- Adoração;
- Soberania;
- Dependência;
- Arrependimento;
- Socorro;
- Louvor.
ADORAÇÃO, porque reconhecemos que a nossa oração é dirigida a Deus Pai, criador dos céus e da terra, Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, nosso Deus. Que está muito acima de nós e cuja santidade é incomparável.
“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome...”
SOBERANIA, porque a nossa oração deve reconhecer e transparecer que quem manda não é o nosso arbítrio, reconhecemos então que Deus é soberano, que reina sobre tudo e todos, inclusive o arbítrio humano, cuja vontade será feita tanto na terra como no céu, como foi pensada e planejada em tempos eternos e na esperança do total cumprimento do seu plano eterno vamos vivendo por fé um dia de cada vez.
“... venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...”
DEPENDÊNCIA, porque na nossa oração nos apresentamos não como auto-suficientes, mas como dependendo dele para tudo, para o pão, o emprego, a moradia, a saúde, para as alegrias, para suportar as dificuldades, estamos por um fio de vida, e esta vida vem de Deus.
“... o pão nosso de cada dia nos dá hoje...”
ARREPENDIMENTO, porque constantemente estamos pecando, mesmo após o novo nascimento miseravelmente pecamos, não mais por hábito, mas por teimosia, desobediência, por darmos lugar ao diabo, por não resistirmos a tentação. Precisamos então pedir perdão pelos nossos pecados, pecados inconscientes, pecados “sem querer querendo”, pecados pensados, afinal só o Senhor perdoa pecados baseado no sacrifício de Jesus Cristo na cruz, e tudo isto na mesma medida que perdoamos os que falham contra nós.
“... e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores...”
SOCORRO, porque sabendo que ainda habitamos este mundo, e é um “mundão” cheio de tentações disfarçadas e agradáveis aos olhos, ao entendimento, agradáveis em tudo, mas que no fundo é o velho pecado, é o mal andando ao nosso derredor para fisgar. Conseguimos resisti-lo sozinhos? Não! Somente após nos voltarmos para Deus pelo novo nascimento, recebemos o Espírito Santo, e cremos por fé que ele nos deu autoridade para dizer não ao pecado. E assim fazemos e passamos a resistir ao pecado e somos livres do seu mal.
“... e não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal;
LOUVOR, porque não há outro Deus como o nosso, que nos escolheu imerecidamente, pecadores miseráveis. Louvor porque só ele se encarnou na pessoa de Jesus Cristo e morreu por nós, ressuscitou dos mortos, e depois foi visto, tocado, nos deu o Espírito Santo para o dia-a-dia. Louvor porque ele é o único que vive: vive em nós! Vive para o que crê e Dele se aproxima com fé. Para sempre.
“... porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” Mateus 6.9-13
Mas é claro... se de coração orarmos o Pai Nosso, não como oração mecanicamente decorada, mas realmente meditando no que se diz, não vejo nenhum problema, somente reflito que prefiro seguir os mesmos princípios da oração do Pai Nosso, mas na prática usar as palavras que me forem oportunas no momento.
Imitar princípios em lugar de repetir palavras.
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” Mateus 6.9-13
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Longas orações
“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios (pagãos), que pensam que por muito falarem serão ouvidos.” Mateus 6.7
Eu não sou contra longas orações. Não me interpretem mal.
Elas podem ser longas desde que isto seja o resultado natural da espontaneidade de quem ora.
Apenas reflito que biblicamente temos que os pagãos achavam que era por causa de suas orações compridas, Deus seria então obrigado a atendê-las.
Coloca na oração do homem e da sua vontade o resultado desta.
Eu penso que a oração só tem resultado quando o seu propósito é a vontade de Deus e não a vontade do homem.
Você duvida? Vamos refletir sobre um outro exemplo:
Acabe era Rei em Israel. Um rei péssimo. Elias era o profeta de Deus.
Israel de uma maneira geral tinha deixado os mandamentos de Deus e se voltado para a idolatria de Baal.
Elias vinha incomodando Acabe com uma série de castigos da parte de Deus, e o maior deles foi a seca que durava já anos.
Elias faz um desafio ao povo de Israel:
“Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada respondeu.” I Reis 18.21
“Então invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por meio de fogo esse será Deus.” I Reis 18.24
Desafio aceito, os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal começaram a orar.
“... e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio dia...” I Reis 18.26a
Vou dar um desconto, digamos que manhã aqui tenha sido das 9 horas, temos então um total de 3 horas de oração.
Realmente notável. Longa oração.
“... Ah! Baal, responde-nos! Porém nem havia voz, nem quem respondesse...” I Reis 18.26b
Elias então começou a zombar sarcasticamente...
- Quem sabe ele não está escutando, gritem mais alto!
- Vai ver que está falando com outra pessoa, gritem mais alto!
- Vai ver que ele foi no banheiro...!
- Quem sabe está viajando, gritem mais alto!
- Pode ser que esteja dormindo, falem mais alto, quem sabe ele acorda!
Elias era terrível... na sua ironia.
“E eles clamavam em altas vozes, e se retalhavam com facas e com lancetas... até derramarem sangue sobre si. E sucedeu que, passado o meio dia, profetizaram eles, até a hora de se oferecer o sacrifício da tarde; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma.” I Reis 18.28-29
Sacrifício da tarde? Se não estou enganado era às 15 horas, logo foram no mínimo 6 horas de oração...
Longas orações...
Vamos agora ver a oração de Elias:
“Sucedeu que, no momento de ser oferecido o sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou, e disse:...” I Reis 18.36a
Pegue seu cronômetro ou relógio...
“Ó Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme à tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu és o Senhor Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração.” I Reis 18.36-37
Leia novamente e bem devagar e conte o tempo. Quanto deu?
No meu cálculo, lendo “devagar quase parando” deu 50 segundos...
50 segundos contra 6 horas de oração...
Meu caro leitor, ainda duvidas das palavras de Jesus quando nos diz que não devemos pensar que por muito falarmos seremos ouvidos?
Seja sincero nas tuas orações, seja espontâneo, fale o quiser e quanto quiser... não seja repetitivo, e sejas demorado apenas se isto for uma conseqüência natural e não o objetivo da oração em si.
O nosso Deus não é surdo, o nosso Deus é “multiusuário” e consegue muito bem atender várias pessoas ao mesmo tempo, o nosso Deus não tem necessidades fisiológicas nem vai ao banheiro, o nosso Deus é onipresente e não viaja estando ausente, o nosso Deus não dorme.
Devo contar o final da história? Acho que não... mas por outro lado é público está na Bíblia para quem quiser ler...
“Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rêgo. O que vendo todo o povo, caíram sobre os rostos, e disseram: Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus! E Elias lhes disse: Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom, e ali os matou...” I Reis 18.38-40
Eu não sou contra longas orações. Não me interpretem mal.
Elas podem ser longas desde que isto seja o resultado natural da espontaneidade de quem ora.
Apenas reflito que biblicamente temos que os pagãos achavam que era por causa de suas orações compridas, Deus seria então obrigado a atendê-las.
Coloca na oração do homem e da sua vontade o resultado desta.
Eu penso que a oração só tem resultado quando o seu propósito é a vontade de Deus e não a vontade do homem.
Você duvida? Vamos refletir sobre um outro exemplo:
Acabe era Rei em Israel. Um rei péssimo. Elias era o profeta de Deus.
Israel de uma maneira geral tinha deixado os mandamentos de Deus e se voltado para a idolatria de Baal.
Elias vinha incomodando Acabe com uma série de castigos da parte de Deus, e o maior deles foi a seca que durava já anos.
Elias faz um desafio ao povo de Israel:
“Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada respondeu.” I Reis 18.21
“Então invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por meio de fogo esse será Deus.” I Reis 18.24
Desafio aceito, os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal começaram a orar.
“... e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio dia...” I Reis 18.26a
Vou dar um desconto, digamos que manhã aqui tenha sido das 9 horas, temos então um total de 3 horas de oração.
Realmente notável. Longa oração.
“... Ah! Baal, responde-nos! Porém nem havia voz, nem quem respondesse...” I Reis 18.26b
Elias então começou a zombar sarcasticamente...
- Quem sabe ele não está escutando, gritem mais alto!
- Vai ver que está falando com outra pessoa, gritem mais alto!
- Vai ver que ele foi no banheiro...!
- Quem sabe está viajando, gritem mais alto!
- Pode ser que esteja dormindo, falem mais alto, quem sabe ele acorda!
Elias era terrível... na sua ironia.
“E eles clamavam em altas vozes, e se retalhavam com facas e com lancetas... até derramarem sangue sobre si. E sucedeu que, passado o meio dia, profetizaram eles, até a hora de se oferecer o sacrifício da tarde; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma.” I Reis 18.28-29
Sacrifício da tarde? Se não estou enganado era às 15 horas, logo foram no mínimo 6 horas de oração...
Longas orações...
Vamos agora ver a oração de Elias:
“Sucedeu que, no momento de ser oferecido o sacrifício da tarde, o profeta Elias se aproximou, e disse:...” I Reis 18.36a
Pegue seu cronômetro ou relógio...
“Ó Senhor Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme à tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu és o Senhor Deus, e que tu fizeste voltar o seu coração.” I Reis 18.36-37
Leia novamente e bem devagar e conte o tempo. Quanto deu?
No meu cálculo, lendo “devagar quase parando” deu 50 segundos...
50 segundos contra 6 horas de oração...
Meu caro leitor, ainda duvidas das palavras de Jesus quando nos diz que não devemos pensar que por muito falarmos seremos ouvidos?
Seja sincero nas tuas orações, seja espontâneo, fale o quiser e quanto quiser... não seja repetitivo, e sejas demorado apenas se isto for uma conseqüência natural e não o objetivo da oração em si.
O nosso Deus não é surdo, o nosso Deus é “multiusuário” e consegue muito bem atender várias pessoas ao mesmo tempo, o nosso Deus não tem necessidades fisiológicas nem vai ao banheiro, o nosso Deus é onipresente e não viaja estando ausente, o nosso Deus não dorme.
Devo contar o final da história? Acho que não... mas por outro lado é público está na Bíblia para quem quiser ler...
“Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rêgo. O que vendo todo o povo, caíram sobre os rostos, e disseram: Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus! E Elias lhes disse: Lançai mão dos profetas de Baal, que nenhum deles escape. E lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom, e ali os matou...” I Reis 18.38-40
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Aprendendo a orar
“Não vos assemelheis, pois a eles (gentios – pagãos); porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” Mateus 6.8
Em quê não devemos ser semelhantes?
Desde menino sempre ouvi que deveria ser um homem de oração.
Mas o que é ser um homem de oração?
Lembro dos cultos domésticos, acordado as seis horas da manhã todos os dias pela minha mãe, que quando eu tinha mais ou menos uns 12 anos resolveu orar e ler a Bíblia juntamente comigo.
Se eu não fosse apanhava...
Foi a primeira vez que eu li a Bíblia toda do início ao fim.
Em estado “vegetativo de sono” sem entender nada do que lia, “dormindo” ao ler, acordado apenas o suficiente para ler as palavras sem ofender a minha mãe, mas a mente dormindo enquanto lia. Você já leu um texto várias páginas e de repente você para, e se pergunta o que foi que leu, pois a mente foi divagando enquanto você lia palavras vazias?
Pois bem, era mais ou menos assim.
E na oração? Criei uma habilidade de dormir a oração toda e quando minha mãe dizia o amém eu acordava e sem que ela percebesse dizia o meu amém e levantava como se tivesse orado o tempo todo.
Ela foi abaixando o tom do seu amém gradativamente para me pegar dormindo, mas incrível que eu dormia o tempo todo mas a mente estava atenta sei lá de que forma para ouvir o amém por mais baixo que fosse, ou mesmo os movimentos dela se levantando, então eu discretamente acordava, dizia o meu amém e levantava... hipócrita desde pequeno.
Foram anos. Todos os dias: oração-sono seguida de leitura bíblica-sono.
Hoje olhando ao passado, vejo que não foi fácil, mas foi interessante.
Da forma dela, minha mãe tentava me ensinar o amor pela leitura bíblica e pela oração, mas o efeito foi contrário, pois para mim, ser um homem de oração, passou a lembrar um pouco disto tudo, sono, castigo, sacrifício, ficar de joelhos...
Assim nunca desejei realmente ser um homem de oração.
Tive que aprender a orar bem mais tarde.
E foi lendo conscientemente a Bíblia que de fato aprendi a orar:
“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” Mateus 6.6
Então a oração é para ser uma prática secreta? Só entre mim e Deus?
Então há uma promessa de recompensa pública para quem ora em secreto?
“E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.” Mateus 6.5
Então a oração pública e espalhafatosa é só movida por vaidade de ser tido como espiritual pelos outros que nos olham?
Então a oração pública feita para se mostrar, na realidade não adianta de nada pois já teve seu galardão, e logo nem será respondida?
Aprendi a primeira lição: Ninguém saberia quando eu estaria orando!
“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios (pagãos), que pensam que por muito falarem serão ouvidos.” Mateus 6.7
Então não devo ficar repetindo orações dezenas de vezes?
Então não é por longas orações que somos ouvidos?
Aprendi a segunda lição: Nunca seria repetitivo, nem demorado sem propósito nas minhas orações! Seria espontâneo e falaria o que estivesse nos meus pensamentos, nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. O tempo da oração seria uma conseqüência natural dos meus pensamentos no momento, e não uma obrigação de fazer orações demoradas. Minha oração nunca seria controlada pelo relógio.
Mas e a oração do Pai Nosso? E a oração junto com outros irmãos?
Estas e outras perguntas, refletirei num próximo texto...
Por enquanto é bom saber que Deus não precisa das nossas orações.
Nós é que precisamos da oração e de desabafarmos diante Dele as nossas dificuldades.
A oração não foi criada para nos orgulharmos: Eu sou um homem de oração!
A oração não foi feita para pedirmos e pedirmos: Me dá um BMW, agora!
A oração foi feita para compreendermos... as circunstâncias em que Deus nos coloca e o Seu propósito para com elas nas nossas vidas: Por que Senhor?
Por isto oramos, mas sempre confiantes e descansando na vontade Dele.
“Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” Mateus 26.39
Em quê não devemos ser semelhantes?
Desde menino sempre ouvi que deveria ser um homem de oração.
Mas o que é ser um homem de oração?
Lembro dos cultos domésticos, acordado as seis horas da manhã todos os dias pela minha mãe, que quando eu tinha mais ou menos uns 12 anos resolveu orar e ler a Bíblia juntamente comigo.
Se eu não fosse apanhava...
Foi a primeira vez que eu li a Bíblia toda do início ao fim.
Em estado “vegetativo de sono” sem entender nada do que lia, “dormindo” ao ler, acordado apenas o suficiente para ler as palavras sem ofender a minha mãe, mas a mente dormindo enquanto lia. Você já leu um texto várias páginas e de repente você para, e se pergunta o que foi que leu, pois a mente foi divagando enquanto você lia palavras vazias?
Pois bem, era mais ou menos assim.
E na oração? Criei uma habilidade de dormir a oração toda e quando minha mãe dizia o amém eu acordava e sem que ela percebesse dizia o meu amém e levantava como se tivesse orado o tempo todo.
Ela foi abaixando o tom do seu amém gradativamente para me pegar dormindo, mas incrível que eu dormia o tempo todo mas a mente estava atenta sei lá de que forma para ouvir o amém por mais baixo que fosse, ou mesmo os movimentos dela se levantando, então eu discretamente acordava, dizia o meu amém e levantava... hipócrita desde pequeno.
Foram anos. Todos os dias: oração-sono seguida de leitura bíblica-sono.
Hoje olhando ao passado, vejo que não foi fácil, mas foi interessante.
Da forma dela, minha mãe tentava me ensinar o amor pela leitura bíblica e pela oração, mas o efeito foi contrário, pois para mim, ser um homem de oração, passou a lembrar um pouco disto tudo, sono, castigo, sacrifício, ficar de joelhos...
Assim nunca desejei realmente ser um homem de oração.
Tive que aprender a orar bem mais tarde.
E foi lendo conscientemente a Bíblia que de fato aprendi a orar:
“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” Mateus 6.6
Então a oração é para ser uma prática secreta? Só entre mim e Deus?
Então há uma promessa de recompensa pública para quem ora em secreto?
“E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.” Mateus 6.5
Então a oração pública e espalhafatosa é só movida por vaidade de ser tido como espiritual pelos outros que nos olham?
Então a oração pública feita para se mostrar, na realidade não adianta de nada pois já teve seu galardão, e logo nem será respondida?
Aprendi a primeira lição: Ninguém saberia quando eu estaria orando!
“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios (pagãos), que pensam que por muito falarem serão ouvidos.” Mateus 6.7
Então não devo ficar repetindo orações dezenas de vezes?
Então não é por longas orações que somos ouvidos?
Aprendi a segunda lição: Nunca seria repetitivo, nem demorado sem propósito nas minhas orações! Seria espontâneo e falaria o que estivesse nos meus pensamentos, nem um minuto a mais, nem um minuto a menos. O tempo da oração seria uma conseqüência natural dos meus pensamentos no momento, e não uma obrigação de fazer orações demoradas. Minha oração nunca seria controlada pelo relógio.
Mas e a oração do Pai Nosso? E a oração junto com outros irmãos?
Estas e outras perguntas, refletirei num próximo texto...
Por enquanto é bom saber que Deus não precisa das nossas orações.
Nós é que precisamos da oração e de desabafarmos diante Dele as nossas dificuldades.
A oração não foi criada para nos orgulharmos: Eu sou um homem de oração!
A oração não foi feita para pedirmos e pedirmos: Me dá um BMW, agora!
A oração foi feita para compreendermos... as circunstâncias em que Deus nos coloca e o Seu propósito para com elas nas nossas vidas: Por que Senhor?
Por isto oramos, mas sempre confiantes e descansando na vontade Dele.
“Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” Mateus 26.39
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