sábado, 3 de março de 2012

A ordem da salvação na linha do tempo

"Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou." Romanos 8.29-30

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A primeira coisa que ocorreu no tempo é que o pecador eleito para salvação foi conhecido por Deus profundamente em todos os seus aspectos, isto antes da Fundação do Mundo, e antes que o pecador viesse a ter vida e ter consciência de que ele era o fulano de tal.

A isto chamamos de PRESCIÊNCIA.

"Os Teus olhos viram o meu corpo informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia." Salmos 139.16

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A segunda coisa que ocorreu no tempo é que o pecador (não falo dos ímpios, mas dos eleitos) foi predestinado, e isto igualmente ocorreu antes da Fundação do mundo, predestinado para ser salvo e ser movido (na medida em que vivesse) a ficar cada vez mais parecido com Jesus. Isto se deu através de um decreto eterno de Deus.

A isto chamamos de ELEIÇÃO.
Foi neste momento que imaginamos que o nome do pecador foi escrito no Livro da Vida.

"Como também nos elegeu Nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante Dele em amor." Efésios 1.4

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A terceira coisa que ocorre no tempo é que em algum momento da vida deste pecador, ele será vivificado sobrenaturalmente e através deste novo nascimento, deixará de ter um coração que resiste ao Evangelho e passará a ter um novo coração.

A isto chamamos de REGENERAÇÃO.
Neste momento se dá o novo nascimento sobrenatural e o pecador recebe no seu coração o Espírito Santo.

"Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus." João 1.13

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A quarta coisa que ocorre no tempo, e que na primeira oportunidade em que ele ouvir a pregação da Palavra de Deus após o novo nascimento (a regeneração), nesta oportunidade ele irá crer e reagir com fé e aceitação para com o chamado ao arrependimento.

A isto chamamos de CHAMADO EFICAZ.
Neste momento o pecador é convencido pelo Espírito Santo do seu pecado, da justiça divina, e do juízo e então se arrepende amargamente dos seus pecados e da sua condição e passa a ter fé em Jesus como Senhor e Salvador da sua vida e sua alma.

"... e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna." Atos 13.48b

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A quinta coisa que ocorre no tempo, e imediatamente após o arrependimento, o pecador é considerado “não mais devedor” em relação aos seus pecados passados, presentes e futuros, e partir de agora todos os seus pecados são considerados pagos por seu substituto na cruz, Jesus Cristo. Ele continua sendo um pecador, mas agora um pecador redimido ou um pecador justificado ou um pecador resgatado.

A isto chamamos de JUSTIFICAÇÃO.
Neste momento o pecador é sobrenaturalmente marcado e selado com o Espírito Santo como sendo criatura comprada pelo sangue do Cordeiro Jesus Cristo. No dia do julgamento final o selo será identificado e reconhecido e ele não será jogado no lago de fogo que é a segunda morte.

"Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica." Romanos 8.33

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A sexta coisa que ocorre no tempo, e imediatamente ou ao mesmo tempo que a justificação, é que o pecador é adotado como Filho de Deus, não nascido da carne e sangue, mas nascido de novo sobrenaturalmente do Espírito Santo.

A isto chamamos de ADOÇÃO.
Neste momento o pecador redimido passa a ser considerado filho adotivo de Deus Pai, e co-herdeiro da eternidade com Cristo.

"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai." Romanos 8.15

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A sétima coisa que ocorre no tempo, e imediatamente após adoção, é que o pecador agora nascido de novo, muda de direção e propósito na sua vida, decide deixar de seguir os ensinamentos do mundo e converte seu caminho em nova direção, agora olhando para Cristo e imitando-o no que for possível.

A isto chamamos de CONVERSÃO.
Neste momento o caminho da vida do pecador muda de direção.

"Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os Meus caminhos, diz o Senhor." Isaías 55.7-8

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A oitava coisa que passa a ocorrer no tempo, e isto após a sua conversão, é que o pecador passa a vivenciar no dia-a-dia da sua vida restante, um processo de santificação, que é operado no seu coração pelo Espírito Santo, fazendo com que o pecado cada vez mais deixe de ser hábito na sua vida. É um processo longo e demorado e se dá até a morte e o objetivo final é que o pecador chegue à estatura espiritual semelhante ou próxima de Cristo Jesus. Isto ocorre através da leitura bíblica, oração e comunhão com os outros irmãos e com Deus.

A isto chamamos de SANTIFICAÇÃO.
Neste período o pecador viverá pela fé o que chamamos de batalha espiritual ou combate espiritual, também chamado de "bom combate".

"Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade..." Colossenses 3.12

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A nona coisa que ocorrerá no tempo, é que o pecador após sua morte (e em alguns casos raríssimos dos da última geração, após a transformação do corpo mortal num piscar de olhos) será glorificado semelhante a Jesus, e vivenciará a ressurreição (ou transformação), e receberá um novo corpo espiritual em troca do seu corpo mortal, e deixará de ser naturalmente um pecador, e não mais terá esta natureza, e passará a ser incapaz de pecar, será imortal e estará com o Senhor Jesus para sempre habitando novos céus e nova terra.

A isto chamamos de GLORIFICAÇÃO.
Este momento é a esperança máxima de todo o cristão. Se livrar do pecado para sempre e estar com o Senhor de eternidade em eternidade, sem choro, sem morte, sem pranto, sem tristeza, sem doenças.

"... E eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas... Eis que faço novas todas as coisas..." Apocalipse 21.3-5

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Estas são as etapas portanto:

Presciência
Eleição
Regeneração
Chamado Eficaz
Justificação
Adoção
Conversão
Santificação
Glorificação

Todo homem que passar por estas etapas, certamente será salvo.

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem. E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai." João 10.27-29

Os demais, compete a Deus verificar cada caso, cito alguns: Os que morreram antes ou logo depois de nascer, os que morreram sem nunca ter ouvido falar do Evangelho, os dementes e todos aqueles que não tiveram condição de compreender racionalmente Evangelho, etc...

A estes Deus saberá tratar e devemos descansar no fato de que Deus é santo e justo e ninguém, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM será condenado ao inferno de forma injusta.

Deus é perfeitamente justo.

"... quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!" Salmos 139.17

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"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?" Romanos 8.31

"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." Romanos 8.38-39

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Xeque-mate no Livro Arbítrio

Não sou um bom jogador de xadrez.

Tenho alguma habilidade em fazer algumas jogadas, mas invariavelmente fico entediado pois minhas aberturas de partidas são praticamente sempre as mesmas e depois acabo sendo traído pela distração da minha mente em não cuidar para que todas as peças do tabuleiro estejam resquardadas de movimentos imprudentes.

Todavia sei o que é um xeque-mate, e logicamente penso que é possível se chegar a uma armadilha conceitual de onde não há saída e não há respostas a não ser dizer: Reconheço que fui vencido, estou diante de um xeque-mate.

Mas se alguém achar que o xeque-mate que aqui apresento não seja de fato um xeque-mate, então poderá me escrever uma carta e me apontar a suposta saída para tal questão lógica.

Dou-lhes o benefício da possibilidade em eu ser cego para tal suposto brilhante movimento.

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A Escritura nos apresenta um Deus soberano.

"Nele... Daquele que FAZ TODAS AS COISAS, segundo o conselho da Sua vontade." Efésios 1.11

Este Deus soberano sabe todas as coisas, está fora da linha do tempo, o próprio tempo é um elemento criado para existir e dar sentido a este universo.

Deus então conhece todas as coisas passadas, presentes e futuras.

"... maior é Deus do que o nosso coração, e CONHECE TODAS AS COISAS." 1 João 4.20b

A própria noção de tempo é uma espécie de "ilusão de ótica" criada por Deus para nos dar a sensação de existência, da realidade e para que pudéssemos conhecê-lo como Ele parcialmente é.

Gosto da brincadeira que ridiculariza o tempo da seguinte forma:

O passado é algo que não existe mais, passou...
O futuro é algo que ainda não existe, é futuro...

O presente é uma linha que caminha transformando o que não existe (o futuro) em outra coisa que igualmente não existe (o passado).

Como o que não existe (futuro) não pode ser transformado em outra coisa que não existe (o passado), logo o próprio presente também não existiria...

Logo, o presente seria um truque ou uma espécie de ilusão, e nos é ofertado (presenteado) em forma de "slow motion" (bem devagarinho) para que tenhamos uma sensação, consciência e certeza de existência.

Continuemos a brincadeira mais um pouco.

É certo para você que o segundo que passou não existe mais, passou...
É certo para você que o segundo que ainda não ocorreu do futuro imediato, ainda não existe, pois não chegou...
Deixemos o segundo de lado e para esquentar a brincadeira nos apropriemos do centésimo de segundo...

É certo para você que o centésimo de segundo que passou não existe mais, passou...
É certo para você que o centésimo de segundo que ainda não ocorreu do futuro imediato, ainda não existe, pois não chegou...
Deixemos o centésimo de segundo de lado e vamos exagerar o exemplo...

É certo para você que o bilionésimo de segundo passado não existe mais, passou...
É certo para você que o bilionésimo de segundo que ainda não ocorreu do futuro imediato, ainda não existe, pois não chegou...
Pois bem em se pensando em bilionésimos de segundo onde estaria a linha do presente?

Onde está o presente e onde ele pode ser identificado, quando o bilionésimo de segundo do futuro imediato (que não existe) se transforma como por mágica em outra coisa que não existe (o bilionésimo de segundo passado)?

Mas se para nós é difícil explicar o tempo, para Deus, o criador do tempo e desta “ilusão” de consciência, nada é impossível.

Afinal as Escrituras nos ensinam que seja passado, seja futuro, seja presente, seja coisa criada, seja fato histórico, seja pensamento, seja o que for, Ele está antes de todas estas coisas e as sustenta.

"E Ele é antes de TODAS AS COISAS, e TODAS AS COISAS SUBSISTEM por Ele." Colossenses 1.17

Deixemos as brincadeiras lógicas de lado e voltemos ao que interessa... A saber que é lembrar que a Escritura nos apresenta um Deus soberano sobre o passado, presente e futuro.

"Tu (Deus) sabes TODAS AS COISAS..." João 21.17b

Deus não pode ser surpreendido por alguma coisa que Ele não tenha planejado ou que não esperava que ocorresse.

Diante desta frase é possível colocar contra a parede o argumento daqueles que para não aceitarem a predestinação absoluta, se apegam ao conceito da presciência divina.

Na tal presciência divina Deus não teria predeterminado todas as coisas, mas as teria visto e sabido delas de antemão, antes que ocorressem.

Todavia a presciência não resiste a um xeque-mate pois em última análise presciência e predestinação são “idênticas” e remetem igualmente ao conceito da predestinação absoluta.

Imagine que Deus antes da fundação do mundo, tenha previsto (visualizado antes) todas as possibilidades de um agir banal da minha parte.

E mais, imagine que Ele saiba inclusive qual escolha farei de um menu de opções banais possíveis.

Imagine agora que no último minuto, para enganar a Deus, eu resolva pelo meu livre arbítrio mudar de escolha... Deus será surpreendido?

Imagine agora que mesmo depois desta mudança de escolha no último minuto, ainda no último segundo eu mudo novamente de escolha e faço diferente... Deus será surpreendido?

Ora, por lógica, usando apenas este conceito manco da presciência, se Deus sabe de todas as coisas pois as previu (visualizou antes) da fundação do mundo, é lógico que Ele saberá que no último segundo eu mudaria de ação, e mesmo que ainda assim no último centésimo de segundo eu mude novamente, Ele ainda para ser presciente, terá que saber a última das últimas das minhas escolhas.

Ele antes da fundação do mundo, sendo Deus presciente, viu antes, que neste exato momento eu digitaria a letra X, mas antes de digitar X eu sorrateiramente resolvo digitar Y, mas no último segundo eu acabo digitando Z, e dou risadas e olho para Deus e digo "Te enganei.... Não?"

Ele rirá na minha cara e dirá "Se você acha que Eu sou presciente, então deves saber (do contrário és louco), que eu já sabia (pois antevi) que a tua última escolha seria este último movimento sorrateiro".

Logo ninguém pode surpreender a Deus.
Logo presciência pode ser usada para enganar mentes não muito cuidadosas com o que falam e pensam, todavia argumentar presciência ou argumentar predestinação absoluta dá no mesmo...

... Afinal, ninguém poderá fazer ou pensar ou agir ou falar de forma diferente daquilo que Deus antes da fundação do mundo já anteviu como seria feito, pensado, agido ou falado.

Logo tudo está absolutamente predeterminado pelo que Deus já anteviu como seria, se não for assim então Ele não seria presciente, nem onisciente, nem seria o Deus da Bíblia, nem poderia conhecer o futuro.

Este é o xeque-mate no livre-arbítrio: Ninguém pode surpreender a Deus, agindo no presente, de forma diferente do que Deus já anteviu “antes” (presciência), ninguém pode enganar a Deus, agindo no presente, de forma diferente dos decretos eternos de Deus (predestinação absoluta e constrangedora), ninguém pode ir contra a vontade de Deus.

"O Senhor dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará." Isaías 14.24

Da mesma forma que Deus "brinca" em transformar o que não existe (futuro) em algo que igualmente não existe (passado) para nos dar a ilusão do que "não existe" (o presente)...

Da mesma forma Deus "brinca" em dar ao homem a sensação de ser livre no agir corriqueiro (livre-agência), e nos dá a sensação de ser livre na escolha entre o bem e o mal (livre-arbítrio).

Você pode espernear como achar que deve, todavia o xeque-mate está dado.

"Porventura gloriar-se-á o machado contra o que corta com ele, ou presumirá a serra contra o que puxa por ela, como se o bordão movesse aos que o levantam, ou a vara levantasse como não sendo pau?" Isaias 10.15

Se você é um teimoso e não quer ser digamos "uma marionete" nas mãos de Deus, o problema é seu, o serás mesmo "sem querer querendo...".

Eu, diante de tais verdades, descanso em Deus, o louvo e tenho paz.

"Senhor, Tu nos dará a paz, porque Tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras." Isaías 26.12

Seja coerente, e te humilhe diante deste Deus, o Deus bíblico, não rias Dele dizendo na tua louca lógica "Tenho livre-arbítrio, farei como o meu coração deseja..."

"Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles (dos que consultam contra o Senhor Deus Pai e contra o seu ungido Deus Filho Jesus)". Salmos 2.2-4

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Corações ardentes

“E (Jesus), começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que Dele se achava em todas as Escrituras.” Lucas 24.27

Para mim, a Bíblia é a Palavra de Deus.

Revelada por Deus para diversos homens de diversas épocas, tanto homens sábios como homens simples.

Nela Deus revela o caminho da salvação e o verdadeiro alimento para as nossas almas vazias e sedentes, almas de pecadores miseráveis.

E o caminho é através do próprio Deus Filho, o Verbo Encarnado, Jesus Cristo nosso Senhor.

“E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a Mim não terá fome, e quem crê em Mim nunca terá sede.” João 6.35

Toda a Escritura gira em torno da revelação de Jesus.

Nesta reflexão listarei apenas alguns exemplos desta verdade, exemplos estes que pescarei de textos dos livros de Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, os cinco livros que formam o chamado Pentateuco.

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Em GÊNESIS Jesus é revelado como sendo Siló, demonstrando que podemos ser otimistas quanto ao futuro, pois é para Siló que os povos se voltarão e se congregarão.

E estas pessoas estão sendo chamadas em número crescente pelo Senhor e se voltando para congregar com Ele e a promessa é que serão tantos quantos seriam os incontáveis grãos da areia de uma praia.

“O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a Ele se congregarão os povos.” Gênesis 49.10

“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.” Atos 2.39

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Em ÊXODO Jesus perfeitamente unido e identificado com o Pai se apresenta pela primeira vez como sendo o Eu Sou Eterno.

Muito mais tarde Jesus quando em diálogo com o sumo sacerdote no Sinédrio, usou as mesmas palavras “Eu Sou” para se identificar como sendo o “Eu Sou” revelado a Moisés.

Na nossa língua pode parecer que Jesus estava falando coloquialmente “sou eu mesmo”, todavia na língua original, Jesus usa a expressão sacra reservada para o nome de Deus “Eu Sou”, e após o uso desta expressão chave, o sumo sacerdote rasga suas vestes, declara Jesus blasfemador, e o considera culpado de morte.

O sumo sacerdote não ficou irado com Jesus somente porque Ele disse que era sim o Filho de Deus, mas principalmente porque Jesus utilizou para si as palavras “EU SOU” que eram nas escrituras e doutrinas judaicas, palavras reservadas exclusivamente para uso do Messias, quando Ele se manifestasse.

“E disse Deus a Moisés: EU SOU o que Sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel; EU SOU me enviou a vós.” Êxodo 3.14

“E Jesus disse-lhe: EU SOU, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.” Marcos 14.62

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Em LEVÍTICO Jesus é representado simbolicamente pelo novilho que é sacrificado pela expiação do pecado do povo.

Muitos e muitos sacrifícios foram feitos naquela época do Velho Testamento, tipificando e simbolizando o futuro sacrifício único e suficiente de Jesus (a sua oblação) quando da crucificação.

“E quando o pecado que cometeram for conhecido, então a congregação oferecerá um novilho por expiação do pecado, e o trará diante da tenda da congregação.” Levítico 4.14

“Porque com uma só oblação (de Jesus) aperfeiçoou para sempre os que são santificados.” Hebreus 10.14

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Em NÚMEROS Jesus é representado e tipificado numa serpente que suspensa, serviu de cura e restauração para todos os que miseravelmente tinham sido picados de morte por serpentes do deserto.

Da mesma forma na cruz Jesus também foi suspenso e elevado, e serve de cura e restauração para todos os que miseravelmente foram (todos) “picados” de morte pelo pecado e que voltam seus olhos para Cristo com sincero coração crédulo e desejoso de serem salvos.

“E disse o Senhor a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e pôe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela.” Números 21.8

“E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem (Jesus) seja levantado; Para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3.14-15

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Em DEUTERONÔMIO Jesus é aquele que dá graça e bênçãos para o seu povo, não por causa da bondade deste povo, pois era um “povinho” bem rebelde, lá em Deuteronômio Jesus já se mostra junto com o Pai como um Deus que salva não por causa dos méritos e capacidade humanos, mas sim por causa da Sua Vontade, da Sua Justiça e Misericórdia.

Da mesma forma em Jesus, muitos anos depois, sabemos que Ele é galardoador daqueles a quem escolheu antes da fundação do mundo, não por causa de méritos humanos para por causa de Si mesmo.

“Sabe, pois, que não é por causa da tua justiça que o Senhor teu Deus te dá esta boa terra para possuí-la, pois tu és povo obstinado.” Deuteronômio 9.6

“Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isso não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.” Romanos 9.15-16

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É sabida e notória a história dos dois discípulos de Jesus que saindo pelo caminho de Emaús encontraram um homem (Jesus) que viajou com eles.

Eles não reconheceram Jesus, e estavam frustrados pela sua morte, e ainda não entendiam o que seria a ressurreição.

O “estranho viajante” vai lhes mostrando então por toda a Escritura que Jesus era de fato o Messias e que tinha ressuscitado.

Que viagem maravilhosa deve ter sido.
Que conversa agradável.

Sinceramente, sempre desejei saber que textos utilizou Jesus do Velho Testamento para ilustrar-se a Si mesmo.

A reflexão acima é um pequeno esforço neste sentido, onde nos limitamos aos primeiros cinco livros da Escritura.

Ao final da viagem o Senhor se revelou aos dois discípulos e eles por fim reconheceram a Jesus ressurreto e logo em seguida o Senhor desaparece do meio deles.

Vale o esforço em se ler toda a história que está em Lucas capítulo 24.

A leitura é recomendada principalmente para os que não crêem na ressurreição literal do Senhor, como por exemplo, os que seguem a fé Bahá'í, que entendem que a ressurreição do Senhor foi apenas uma ressurreição de idéias.

“E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” Lucas 24.32

PS: Quando pensas na ressurreição do Senhor Jesus, o teu coração fica ardente ou apenas indiferente?

domingo, 15 de janeiro de 2012

Falando com Deus

Como se dirigir em oração a Deus?

Meu velho pai me disse uma vez que usava certas palavras para garantir e que ficasse absolutamente claro que o Deus a quem ele se dirigira era o Deus da Bíblia.

Ele tinha e tem aberturas solenes de orações que viraram lendas entre os que viveram com ele.

A grande abertura de oração que eu prefiro no meu pai é esta:

"Deus da Glória, Deus de Abraão, Deus de Isaque, Deus de Jacó, Deus Criador dos céus e da terra, meu Deus..." e depois disto meu pai orava então as palavras que se aplicavam à ocasião em questão.

Há outras famosas aberturas de oração do meu pai, mas esta é que me diz mais ao coração.

Faço na abertura das minhas orações noturnas o uso das mesmas palavras, e sem a menor vergonha plagio seu prefácio diante de Deus.

Deus da Glória...
... Porque não é um deus da minha imaginação.
Mas um Deus que está acima da compreensão humana e que se revela na Escritura.

Deus de Abraão...
... Porque é o Deus da Bíblia, que se revelou a Abraão como o autor da fé.

Deus de Isaque...
... Porque é o Deus da promessa, que chama pessoas para o seu Reino, não por causa do sangue, mas por causa da fé, dada gratuitamente para homens e mulheres de todos os tipos de povos, línguas e nações, que mesmo sem serem descendentes de sangue de Abraão, o são pela fé, e pela promessa.

Deus de Jacó...
... Porque é o Deus que transforma um enganador (Jacó), em um homem novo (Israel). Qualquer tipo de homem ou mulher pode ser transformado de um "Jacó" para um "Israel".

Deus Criador dos céus e da terra...
... Para que não fique nenhuma dúvida, de que o Deus para quem dirigimos a nossa oração seja um e não outro, o único Deus verdadeiro, aquele que criou tudo do nada e torna toda a realidade presente possível de existir.

Dirigimos portando nossas orações para Aquele que sustenta todas as coisas.

Confiantes de sermos ouvidos, mesmo que Ele não esteja atentamente nos ouvindo, o que é impossível, pois Ele é onipresente, e as palavras da nossa boca antes de se formarem, já estão patentes e cristalinas na Sua mente.

Confiantes de que os nossos problemas, são as questões mais fáceis de serem resolvidas diante de um Deus Criador tão poderoso, podemos nos aquietar e desabafar diante Dele todas as nossas ansiedades, porque sabemos por certo que Ele tem cuidado de nós.

Muitos homens e mulheres, antes de nós, entenderam e reconheceram isto, e se dirigiram a Ele.

Não usaram as solenes palavras do meu velho pai, mas igualmente foram reverentes e principalmente se achegaram diante dele com fé, certos de que o Espírito Santo encaminharia todas as suas palavras e que cada um dos fonemas seria atentamente observado e ouvido pelo Criador de todas as coisas.

Não sei que palavras os meus filhos usarão para falar com Deus e se serão as palavras do avô.

Na verdade pouco importa as exatas palavras, mas importa que tenham a mesma atitude destes abaixo que também se dirigiram a Deus.

"(Abraão) Então, disse: Senhor Jeová..." Gênesis 15.2a

"(Eliézer, mordomo de Abraão)... e disse: Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, dá-me, hoje, bom encontro..." Gênesis 24.12a

"(Davi) Senhor, Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel..." 1 Crônicas 29.18a

"(Elias) Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se..." 1 Reis 18.36b

"(Jesus) Pai nosso, que estás nos céus..." Mateus 6.9b

Depois destes exemplos, pergunto novamente:
Como se dirigir em oração a Deus?

O mais importante na verdade não é o formato e as palavras.
O importante é que oremos ao Senhor.
O hábito é importante.

Dos céus o Senhor observa e procura com olhar atento por verdadeiros adoradores e que o adorem em espírito e em verdade.

Seja você também um deles.

Exercite o hábito da oração.
No ano novo que se inicia, adquira o hábito da oração.

Deus na realidade não precisa das tuas orações para agir, mas Deus se alegrará com as orações se as fizer, e elas serão verdadeiras palavras que sairão dos teus lábios e ao mesmo tempo trarão cura para a tua alma.

Deus da Glória,
Deus de Abraão,
Deus de Isaque,
Deus de Jacó,
Deus Criador dos céus e da terra,
Meu Deus,
Lembra-te da tua promessa
De que visitarias os filhos dos que cressem em Ti em até 1000 gerações,
E por causa da promessa feita a Abraão,
Visita também o coração dos meus filhos,
E no tempo oportuno promova o novo nascimento.
Que eles sejam mais piedosos do que eu,
Que eles sejam instrumentos fiéis nas Tuas mãos para proveito do Reino,
Não olhes para os nossos pecados,
Mas te "esqueças" deles todos,
Promova em cada dia, a santificação das nossas mentes e prática cotidiana,
Torna-nos sempre desejosos de conversar contigo pela oração,
Aproxime-nos de Ti sempre,
E que não seja sempre pela dor ou pelo fustigar dos pedagógicos sofrimentos,
Perdoa os nossos pecados,
Não se enfade de nós,
E que cada um de nós possa ser,
Uma pessoa segundo o Teu coração e segundo os Teus propósitos Eternos,
A Ti dirigimos nossa oração,
Através do Espírito Santo
E com a mediação e autorização de Jesus Cristo nosso Senhor.
Amém!